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número 11 Salvador, BA, dezembro de 2008 in memorian a Pierre Fougeyrollas |
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Revista
de Ciência, Cultura,
Cinema e Sociedade |
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| Conceito A Local pela Capes | ||
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* * * * * Especial * * * * * PADRÓS, Enrique Serra, GUAZZELLI, Cesar Augusto Barcellos (orgs.). 68: História e Cinema. Porto Alegre: EST, 2008. Leia a resenha * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * |
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O terceiro volume da coleção “Educação, Cultura e o Cinema”, A diversidade cultural vai ao cinema (Autêntica, 2006) organizado por Inês Assunção de Castro Teixeira e José de Sousa Miguel Lopes traz à tona a discussão do multiculturalismo a partir das lentes cinematográficas. O livro é dividido em cinco partes, sendo que a última apresenta a ficha técnica dos 14 filmes analisados ao longo do livro. Os autores se propõem a aumentar o diálogo entre a educação e o cinema, identificando na cinematografia um espaço rico para debater a questão da alteridade sob diversas perspectivas. |
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O livro Cineclubismo: memórias dos anos de chumbo (Luminária Academia, 2008), de Rose Clair, é resultado de sua tese de doutorado defendida no ano de 2007 no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense. Rose Clair faz um apanhado do cineclubismo nos anos 70 da ditadura militar, com base nas memórias dos participantes do movimento. A autora pretende analisar como a experiência cineclubista propiciou ações coletivas que colocavam em questão o poder de repressão da ditadura militar e de que forma a participação daquela geração de jovens no movimento cineclubista influenciou a formação e a construção do projeto de vida de cada um deles. Utilizando como base teórica os conceitos de experiência, memória e narrativa de Walter Benjamim, suas reflexões se interpõem com os depoimentos colhidos, imagens da época e trechos de músicas que retratavam o momento histórico em questão. |
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Organizado por Marcos Silva, o Dicionário Crítico Nelson Werneck Sodré (Editora UFRJ, 2008) resgata o legado de um historiador polêmico que influenciou gerações de pesquisadores, mas que nas últimas décadas caiu em ostracismo no meio acadêmico. O propósito desse dicionário, que reune as análises de diversos autores em 83 verbetes que preservaram o título original das obras de Sodré, é “aprofundar a discussão atual sobre os campos teóricos e temáticos que ele explorou ou, em alguns casos, deixou de abordar.” É um livro indispensável para aqueles que querem conhecer, aprofundar e recordar um pouco da história e da obra desse historiador. Suas últimas páginas contêm, inclusive, a bibliografia de toda a produção de Sodré e a indicação de outros estudos sobre sua obra. |
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A obra Un mundo incierto, un mundo para aprender y enseñar (Universidad Pedagogica Nacional, 2007) de Renán Vega Cantor é resultado de análises e estudos sobre a expansão mundial do capitalismo a partir do ano de 1989. O primeiro volume do livro, Imperialismo, geopolítica y retórica democrática, analisa, entre outras questões, as transformações geopolíticas mundiais, ressaltando a posição do Terceiro Mundo nesta conjuntura, o fim da URSS, a hegemonia estadunidense e o neoliberalismo. Capitalismo tecnociencia y ecocidio planetario, o segundo volume, enfoca como a cultura, o meio ambiente, a tecnologia e as relações sociais são afetadas com o avanço do sistema capitalista. No último capítulo desse volume o autor ainda faz um balanço das ciências sociais e do seu ensino no que tange a discussão das transformações mundiais contemporâneas. Nos dois volumes no final de cada capítulo há propostas didáticas, documentos anexos e quadros gráficos que possibilitam aos professores de ciências sociais informações adicionais sobre os tópicos abordados ao longo do livro. |
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O livro La mirada que habla (cine e ideologias) (Akal, 2002), organizado por Glória Camarero, tem origem no curso El cine como expresión de ideologias em el siglo XX realizado em 2001 pela Asociación Española del Profesorado de Historia y Geografía em Madrid. O livro surge num momento decisivo, em que muitos falam do fim da ideologia, revelando que ela se mantém presente de forma substancial no cinema. Os autores, dentre eles Pilar Amador, Rafael de España e José Luis Sánchez Noriega, debruçam-se sobre a instigante questão de não apenas perguntar-se sobre o que estão vendo nos filmes, mas o que esses filmes querem fazer com as pessoas. |
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O livro La historia desde el cine: ciudad, guerra, mujer, de 2006, organizado pelas jovens pesquisadoras Vanessa de Cruz e Beatriz de las Heras é resultado das Jornadas de Historia y Cine promovidas pelo Departamento de Humanidades: Lingüística, Literatura, Historia y Estética da Universidad Carlos III de Madrid. Seguindo a linha de investigação da equipe de pesquisa coordenada pelo Prof. Antonio Rodríguez de las Heras, os artigos procuram tornar “visível o invisível”, num processo crítico que vislumbra as partes obscuras e mascaradas pela ideologia dominante, tão presente nos discursos cinematográficos. |
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O número 10, da Revista Théorème, sob a direção de Kristian Feigelson e Laurent Creton, abordou o tema da representação das cidades no cinema. Para eles, no cinema, as cidades assumem uma característica mítica, configurando-se como um espaço singular e funcionando no imaginário social como uma reconstrução e um artefato. Composta de três partes (A emergência dos “cines-cités”, A encenação da modernidade urbana e Várias cidades) e 20 artigos, esse número de Théorème se propõe a analisar como os filmes contribuem para repensar e reinterpretar a memória e o imaginário urbano. Em seu artigo, A cidade híbrida. Paris reinventada (1930-2000), Feigelson se debruça sobre a problemática de como explorar uma cidade que, no cinema, torna-se a condição de múltiplos percursos insólitos. Analisando filmes de três gerações de cineastas (René Clair, Jacques Tati e Jean-Pierre Jeunet), Feigelson acredita que a experiência cinematográfica reinventou Paris. Entre uma cidade mítica ou “a cidade luz”, no cinema, Paris está em processo de mudança. Fragmentada e reconfigurada, ela surge como uma cidade híbrida. |
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Sem dúvida alguma, o cinema é arte, sim, e das boas. E, sendo arte, será também Filosofia, já que é isso o que a boa arte, em quaisquer das formas que assuma, faz: pensar. Não somente os Bergmans, os Tarkovskis, os Kurosawas, os Woody Allens, os Greenaways, enfim, não somente diretores dos chamados filmes de arte fazem pensar. Filmes singelos e (aparentemente) despretensiosos também são capazes de cumprir essa função. Uma cena belíssima, um diálogo inteligente, uma música colocada na hora certa, qualquer filme ou pedaço de filme pode ter sobre nós o mesmo efeito da leitura de um tratado filosófico. Os ângulos do cinema a serem explorados pela Filosofia são inúmeros. O autor de De Hitchcock a Greenaway, pela história da Filosofia (Nankin Editorial, 2007) é Julio Cabrera, professor da UnB, com grande experiência no assunto. A primeira parte do livro é teórica e retoma os conceitos fundamentais, tais como "logopatia" e "conceito-imagem". É o resultado de reflexões do autor em debates, cursos e conferências sobre cinema e filosofia no Brasil e no México. A segunda parte contém novos comentários de filmes ao longo da história oficial da Filosofia. Partindo do impacto do filme O sexto sentido, o autor declarou: "Nenhum outro filme recente me fez sentir tão fortemente como o cinema pode pensar". E não só pensar, como confundir, emocionar, interpretar e esclarecer. Este livro abre as discussões sobre cinema e Filosofia no Brasil, e indicam a necessidade de se abordar as reflexões cine-filosóficas. É uma lacuna que começa a ser preenchida. Filmes de Alfred Hitchcock, Mel Brooks, Woody Allen, Speilberg, Roberto Benigni, Neil Jordan, Fellini, Antonioni, Peter Greenaway, Tim Burton, Milos Forman, entre muitos outros, são analisados e confrontados com conceitos de Aristóteles, Schopenhauer, Heidegger, Nietzsche , Deleuze, Kant, Sartre, John Stuart Mill, Hegel, só para citar alguns, numa abordagem que coloca o cinema - dos filmes mais simples aos mais elaborados - num novo patamar de entendimento. Julio Cabrera analisa o argumento, o enredo, a montagem dos filmes e tira deles os conceitos filosóficos que os diretores sequer imaginaram, num verdadeiro "o que está por trás dos filmes". Não só o trabalho dos diretores são analisados e comentados, mas também o trabalho dos atores. O último capítulo "Os brutos também traduzem" traz uma bem-humorada lista de títulos de filmes traduzidos para o português em confronto com o nome original, mostrando o quanto os nossos "tradutores" acertam ou deturpam o entendimento de uma obra cinematográfica e trata especificamente da renomeação, não da tradução. O que se pretende mostrar é que os brutos também renomeiam e criam títulos absurdos e desvinculados do original. O segundo volume será inteiramente dedicado à filosofia de Woody Allen. (por Antônio do Amaral Rocha e Flávio Paranhos) |
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Retornar ao limiar do cinema, tal é o desafio do livro Cinema et attraction: pour une nouvelle histoire du cinématographe de André Gaudreault (CNRS Éditions, 2008). Para além das histórias tradicionais, André Gaudreault mostra-nos que os irmãos Lumière inventaram, em 1895, um aparelho de tomada de vistas que permitiu a projeção de vistas animadas, o Cinematógrafo, mas de modo algum o cinema. O cinema não se inventou, mas se instituiu, progressiva e coletivamente, esta é a abordagem adotada por Gaudreault. A obra de George Méliès é estudada em toda sua riqueza e em todas as etapas da sua criação, em especial no seu atelier. Um novo olhar sobre o cinema, um estudo indispensável seguido da edição crítica do famoso texto intitulado As vistas cinematográficas de Georges Méliès (1907). |
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Como resultado do I Congreso Internacional de Cinema e Historia em Madrid, no ano de 2007, foi lançado em 2008 (Ediciones JC) o livro Una ventana indiscreta: la história desde el cine, organizado pelas Profas. Gloria Camarero, Beatriz de las Heras e Vanessa de Cruz, também organizadoras do congresso. Com prólogo do renomado historiador sobre a relação cinema-história, Robert Rosenstone, o livro traz textos de autores referenciais para os pesquisadores dessa problemática: Pierre Sorlin, Jorge Nóvoa, José Luis Sanchez Noriega, Angel Luis Hueso, José Maria Caparrós, entre outros. |
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O livro de Sylvie Debs, Literatura e cinema no Brasil, os mitos do sertão: emergência de uma identidade nacional (Interarte, 2007), aborda a literatura e o cinema brasileiros, com base no diálogo sobre a temática do sertão que estabelecem entre si escritores e cineastas. Como o sertão foi representado nas obras de escritores (Euclides da Cunha, Mario de Andrade, etc) e cineastas (Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, etc)? Como escritores e cineastas dialogaram com o mito dos Sertões fundado por Euclides da Cunha? Como o contexto histórico e social de cada um deles interferiu no tratamento dado em suas obras ao mito do sertão e à idéia de identidade nacional a este relacionada? Essas são algumas questões abordadas pela autora. |
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